Há pessoas assim, não dormem quando todos dormem.
Não é o hábito, normalmente caio dura assim que termino a oração da noite. Às vezes nem isso, com o devido perdão do meu bom Deus.
Mas hoje o sono anda longe.
Na verdade, eu é que ando meio fora do meu fuso. Tenho minha mãe e meu irmão Sérgio comigo e eles tem lá uns horários meio bruxos, a gente acaba assimilando. Deitam por volta das sete da noite, acordam pelas cinco da manhã e tomam café às seis. Tenho sono leve, ao menor ruído, desperto irremediavelmente. E levanto.
Hoje, na tentativa de me manter alerta até mais tarde e, assim, colocar no prumo esta minha vida momentaneamente desregulada, foi-se o sono de vez.
Cabeça vazia, os sons da noite vão se tornando marcantes. Até pararem, às tantas. E o silêncio dar lugar às lembranças, planos e expectativas.
Tem chovido bastante na ilha, quase todos os dias. A água empoça e os mosquitos aparecem. Andam sobrevoando o quarto (e a minha cabeça), uma penca deles. Eu que não uso venenos de espécie alguma, fico rezando que não sejam cruéis e não me venham com nenhuma doença por cima.
Tentando adormecer.
Completamente focada nisso.
Sem comentários:
Enviar um comentário