terça-feira, 16 de abril de 2013
Cá estamos nós.
Como o bom filho sempre à casa torna e, como diz o meu primo Marcelo Carámbula, é preciso algum ócio prá escrever, estou de volta às minhas postagens. Mesmo num blog novo, mesmo neste espaço cá sem muita história, a vontade é a mesma de sempre e sempre renovada.
Estação Cassino. E como não consigo estar parada, invento pinturas de grades, janelas e paredes. Seria esse um gosto da mãe Hélène que herdei sem me dar conta? Desconfio.
Sem muita combinação, estamos eu, Mara e Betina, as três irmãs mulheres, filhas da dona Helena e netas da dona Maria, no mesmo ponto do começo, muitos anos depois. E põe muitos nisso!
Acordo cedo, tenho este vício desde que me conheço por gente. Via de regra, é a hora do dia em que as idéias buscam lugar no papel ou, como agora, viram postagens em um blog novo, já que o antigo se recusa a recebê-las, por questões de ordem técnica que fogem à minha compreensão.
De novidade, a presença de um gambá, ou uma família completa deles, no forro da casa, que por ser antiga, tem forro de madeira. Ontem estive o dia todo envolvida nisso, achar um modo de tirá-los de lá sem comprometer a sobrevivência dos bichinhos, já que estão em extinção, segundo o que se ouve e eu, honestamente, que não mato nem uma mosca, jamais conseguiria executar um gambá, muito menos uma família toda. Essas casas de praia tem disso, como passam muito tempo fechadas, acabam por ser alvo e abrigo destes animaizinhos, que já não tem como viver no seu habitat natural por todas as coisas que a gente já sabe.
Disseram que os bombeiros dariam conta, fui até lá. Não dão. Dizem que não tem equipamentos prá isso. Disseram-me que eu teria que contratar alguém para retirá-los e, depois disso, deveria soltá-los no campo. Depois, era aconselhável colocar Jimo Gás, para que não voltassem. Recomendaram que fosse à autarquia do Cassino, pedir uma orientação. Também lá nada podem fazer. Deram-me o telefone da Secretaria do Meio Ambiente e também do setor de Zoonoses. Liguei. Pediram desculpas por não poder ajudar e encaminharam-me a um outro setor, que seria o da Polícia Ambiental, ou coisa que o valha. Atendeu-me uma pessoa dizendo que era casa de família.
Apelei então à vizinhança. Achei melhor.
Na andança, acabei por ouvir histórias inusitadas de gambás grandes, pequenos e médios. Ou seja, todos tem uma história de gambá prá contar. E como capturar o bicho é uma tarefa bem difícil, vão acostumando a conviver com a realidade deles. Será? Imagino que logo vão estar domesticados, fazendo parte da rotina das famílias que vivem por aqui o ano todo.
De volta a casa, estive atenta durante parte da noite, mas não ouvi barulho algum. Não sei se o bicho resolveu dar uma de bem educado ou se vazou, o fato é que não deu sinal. Por hora ,deixamos assim.
Já passamos por isso uma outra vez, com um pinguim que a minha filha Carolina encontrou lá na Barra da Lagoa, em Floripa. Existem montes de leis de proteção aos animais, mas na hora de resolver as questões, nada funciona, ninguém resolve, é um grande empurra-empurra. Naquela vez a Carol, ainda pequena, depois de rodar horas com o pinguim debaixo do braço, a gente pedindo ajuda e orientação aos mais diversos órgãos responsáveis, e até de encher um tanque com gelo prá tentar salvar o bichinho, acabou por vê-lo morrer nos braços, enquanto chorava copiosamente. E explicar a uma criança...
É assim, infelizmente.
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