sábado, 4 de agosto de 2012

PONTO DE SITUAÇÃO

Os dias correm por aqui.
Sem querer fazer grandes análises, que não sou entendida do assunto, atrevo-me a comentar coisas que vejo e ouço por aí, por conta da crise econômica que abala alguns países europeus, considerando que Portugal ocupa lugar  destacado nas notícias.

Estando boa parte dos portugueses em férias de verão, percebe-se que o turismo interno anda sendo fortemente incentivado por todos os cantos e segmentos. Quase ao nivel do desespero, eu diria;

Não, as pessoas não deixaram de fazer férias, mas não há grandes viagens para fora do país, como era o costume. Por conta disso, a população local, que antes dava a idéia de ser relegada a segundo plano em regiões como a do Algarve, por exemplo, passa agora a ser alvo de verdadeiras campanhas de chamamento. É que os "camones" estão vindo em menor número, a solução, então, é chamar o povo da casa;

Não dá prá sentir que os preços tenham caído. Talvez isso se note mais na área da restauração (restaurantes, lancherias, cafés). Comer fora está relativamente mais barato;

As liquidações/saldos no comércio em geral, estendem-se por um tempo maior do que em alturas anteriores à crise, com descontos que chegam a 70%;

No salão onde vou arranjar unhas e cabelo muito esporadicamente - e põe esporadicamente nisso - porque é caro, a clientela, contrariando o comportamento geral, não deixou de andar por lá. Conseguir um horário continua sendo cada vez mais complicado. As mulheres e também os homens continuam gastando tempo e dinheiro no quesito aparência;

Há um notável crescimento da economia informal, o que é bastanrte lógico;

Os jogos e loterias vem tendo apostas multiplicadas provando, mais uma vez, que quanto maior a crise, mais se arrisca em apostas. Mas isto parece ser uma tendência mundial;

Começam a ser preparados processos de privatização de estatais como a Rede Portuguesa de Televisão - RTP, a TAP - Transportes Aéreos Portugueses, entre outras igualmente importantes, por recomendação da Troika;

A venda de automóveis caiu 36% em relação ao mesmo período do ano passado;

O desemprego, não é novidade, anda por volta dos 15,4 %;

Os bancos cortaram o crédito para aquisição de imóveis. Há maior procura por aluguéis, inflacionando o mercado de locação;

Houve contenção nos ordenados, cortes nos subsídios de férias e Natal, liberação dos despedimentos, corte de feriados, diminuição do tempo máximo de subsídio desemprego e redução do valor pago, aumento do IRS agora  estendido aos aposentados, aumento das taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde, entre outros cortes de benefícios relevantes;

Aumento do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) para 12 e 23%;

Aumento no valor da água, gás e eletricidade. A água ainda é concessão pública, a luz é parte pública, parte privada e o gás já foi totalmente privatizado;

Há um grande movimento de brasileiros retornando ao Brasil, uma vez que boa parte ocupava vagas na restauração e houve o fechamento de um número muito significativo de estabelecimentos nesta área;

Não é de admirar que o ânimo dos portugueses, conhecidos pela postura um tanto quanto fatalista, que insistem em chamar de realismo, esteja mais prá lá do que prá cá. Em recente pesquisa feita no âmbito da Comunidade Européia, foram considerados o povo mais pessimista em relação ao futuro.

Mas nem tudo são más notícias, em avaliação de acordo com os parâmetros da CE, Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria receberam nota máxima em vinte e três hospitais portugueses. Pena que em áreas onde haja maior mortalidade, como Cardiologia e Neurologia, a avalição tenha encontrado resultados que deixam a desejar;

Como muitos países europeus e acredito que no mundo todo, a saída sempre passa pela indústria do turismo, que vai sempre crescendo, a despeito das crises e outros imponderáveis. Portugal não será diferente.
Mas, ao que parece, ainda há muito que se aprender neste sentido. Hoje mesmo, na praia da Ericeira,  localidade de Ribeira D´Ilhas, conhecida mundialmente como reduto de referência na prática do surf e por receber gente dos mais longínquos cantos do mundo, houve uma grande manifestação contra o despejo de uma instituição ligada ao esporte, que abrigava várias gerações de surfistas e recebia os turistas. Ocorre que a área onde se encontrava a instituição foi desapropriada para dar lugar a empreendimentos comerciais, notadamente a construção de um grande Shopping Center, a exemplo de tantos que proliferam por aqui. Até parece coisa de novela. Matam a sua galinha dos ovos de ouro, se dó nem piedade.
Óbvio que alguém se beneficiará com isto. Mas com certeza não será a população da Ericeira, nem a de Ribeira D´Ilhas e muito menos os surfistas locais ou visitantes. A estrutura comercial existente por lá dá conta do recado e muito bem. Não há de ser um Shopping Center o responsável pela vinda de mais turistas ou pelo retorno contumaz dos que escolheram a Ericeira para curtir suas férias.

Portugal, Portugal
É chegada a hora de mudar a mentalidade, há de haver lugar também para FADOS alegres nesta terra de Cabral.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

INSPIRAÇÕES DIVINAS

Antes de qualquer coisa, quero aqui dizer que continuo meio pro indignada em função de não conseguir acessar o meu antigo blog. Inconformada, revoltada e chateada.
Não tem piada alguma.
Mas era só um desabafo.
Depois que li no blog das Divinas e Cruéis que algumas também estão tendo esta dificuldade, ou pelo menos uma delas, fiquei mais conformada.
Por falar nelas, cada vez que entro lá (http://www.divinascrueis.blogspot.com.br/), me dá uma vontade enorme de escrever, escrever, escrever.
Elas são o máximo! Divirto-me à beça.
É um escrever inteligente e sempre atual. Cheio de estilo e super simples. Elas são um barato!
Adoro!